Nascido em 1935, nono de 16 irmãos, nove dos quais sobreviveram até idade adulta, Tenzin Gyatso (originalmente Lhamo Dhondrub) foi reconhecido aos dois anos como o décimo-quarto Dalai Lama. Passou as últimas cinco das suas sete décadas como líder espiritual do budismo tibetano fora da sua terra-natal, fugindo do Tibet em 1959 após nove anos de ocupação chinesa. Atualmente, reside na India e sua ocupação principal continua sendo a procura por uma saída diplomática para o conflito tibetano.
Na época da invasão, patrocinada pelo recém empossado governo de Mao Zedong com o intuito de repudiar o sentimento de autonomia do Tibet e reforçar a presença do comunismo na região, o governo tibetano foi feito prisioneiro pelo Exército de Libertação Popular, deixando para trás um Dalai Lama de apenas 15 anos como o líder político e religioso de todo um povo. A oposição à ocupação chinesa cresceu nos anos 50, tornando-se insustentável em 1959, quando os Khampas, uma fraca resistência armada tibetana, solicitaram formalmente o apoio do Dalai Lama, recusado por violar o seu princípio de não-violência. Ansioso por uma saída diplomática e contrariando todas as expectativas, ele aceitou um convite de representantes do governo chinês de assistir a uma peça de teatro desprovido de segurança. Com o receio de que seu líder viesse a ser sequestrado, uma multidão estimada em 30.000 pessoas cercou o palácio de verão do Dalai Lama, a fortaleza de Nobulingka, para impedir a sua saída. Poucos dias depois, com a explosão de duas granadas chinesas, ele foi finalmente convencido a deixar o palácio e o país. Com uniforme militar e armado, Tenzin Gyatzo passou desapercebido por entre o povo e fugiu para a Índia, de onde nunca mais retornaria. Na semana seguinte, ataques chineses mataram milhares de tibetanos acampados fora do palácio, tentando proteger o seu líder.
O governo local foi então dissolvido e substituído por militares chineses, que conduziram à prisão e tortura milhares de tibetanos. Uma procura sistemática aos revoltosos foi conduzida, resultando em muitas execuções. As autoridades em Beijing oficialmente negaram a revolta e atribuíram o desaparecimento do Dalai Lama a um sequestro promovido pelos Khampas.Tenzin Gyatzo escreveu algumas dezenas de livros e proferiu um sem-numero de palestras em todos os continentes, encarnando um espécie de porta-voz dos povos oprimidos e missionário moderno dos ideais de fraternidade e liberdade. Foi agraciado com dezenas de prêmios internacionais, incluindo o Nobel da Paz em 1989, e os livros editados sobre ele chegam às casa das centenas. Após vivenciar e sobreviver a tantos episódios preconizados pela violência e intolerância, a tônica da pregação do Dalai Lama em seu longo exílio tem sido a mesma dos primeiros dias: Serenidade.
Na época da invasão, patrocinada pelo recém empossado governo de Mao Zedong com o intuito de repudiar o sentimento de autonomia do Tibet e reforçar a presença do comunismo na região, o governo tibetano foi feito prisioneiro pelo Exército de Libertação Popular, deixando para trás um Dalai Lama de apenas 15 anos como o líder político e religioso de todo um povo. A oposição à ocupação chinesa cresceu nos anos 50, tornando-se insustentável em 1959, quando os Khampas, uma fraca resistência armada tibetana, solicitaram formalmente o apoio do Dalai Lama, recusado por violar o seu princípio de não-violência. Ansioso por uma saída diplomática e contrariando todas as expectativas, ele aceitou um convite de representantes do governo chinês de assistir a uma peça de teatro desprovido de segurança. Com o receio de que seu líder viesse a ser sequestrado, uma multidão estimada em 30.000 pessoas cercou o palácio de verão do Dalai Lama, a fortaleza de Nobulingka, para impedir a sua saída. Poucos dias depois, com a explosão de duas granadas chinesas, ele foi finalmente convencido a deixar o palácio e o país. Com uniforme militar e armado, Tenzin Gyatzo passou desapercebido por entre o povo e fugiu para a Índia, de onde nunca mais retornaria. Na semana seguinte, ataques chineses mataram milhares de tibetanos acampados fora do palácio, tentando proteger o seu líder.
O governo local foi então dissolvido e substituído por militares chineses, que conduziram à prisão e tortura milhares de tibetanos. Uma procura sistemática aos revoltosos foi conduzida, resultando em muitas execuções. As autoridades em Beijing oficialmente negaram a revolta e atribuíram o desaparecimento do Dalai Lama a um sequestro promovido pelos Khampas.Tenzin Gyatzo escreveu algumas dezenas de livros e proferiu um sem-numero de palestras em todos os continentes, encarnando um espécie de porta-voz dos povos oprimidos e missionário moderno dos ideais de fraternidade e liberdade. Foi agraciado com dezenas de prêmios internacionais, incluindo o Nobel da Paz em 1989, e os livros editados sobre ele chegam às casa das centenas. Após vivenciar e sobreviver a tantos episódios preconizados pela violência e intolerância, a tônica da pregação do Dalai Lama em seu longo exílio tem sido a mesma dos primeiros dias: Serenidade.
O que você faria para proteger a sua família de hordas com milhares de fanáticos homicidas armados com facões e machados? Paul fez de tudo. Não só por sua família, mas por centenas de outras em Kigali, Rwanda. Um país pequeno mas dividido por duas etnias cuja rivalidade foi estimulada de forma insidiosa e irresponsável pelos colonizadores belgas, ao escolher uma delas, a Tutsi, como sua preferida em todos os sentidos. Por mostrarem traços físicos mais agradáveis aos europeus, recebiam melhores cargos, salários e status social. A maioria da população pertencia à etnia Hutu, cuja animosidade ganhou corpo com a independência do país em 1962. Todos os nativos eram obrigados a portar um documento classificando a etnia a qual pertenciam, e Paul Rusesabagina era considerado Hutu. Porém, era filho de mãe Tutsi, e essa mistura por si só foi suficiente para que não houvesse qualquer sentido em partidarizar-se por ideais racistas e genocidas dos seus conterrâneos.



